Por: Kátia Armini/Contrastes

“ A extinção da culpa marca o início do progresso moral” (Epiteto)
Não fabrique culpados.
A culpa é nossa se estamos sendo enganados, falta-nos prudência e discernimento, ou seja, estamos sendo manipulados porque a lei do menor esforço está fazendo com que engulamos o que está sendo nos oferecido. Nada pode substituir nossa prudência ao consumir uma informação ou colocar em prática um projeto pois a informação precisa passar por nosso discernimento e o projeto tem que ter, analizadas, as suas variáveis.
Quando você para de culpar os outros e assume sua responsabilidade de discernir o que está acontecendo ao seu redor, somente aí é que seu progresso moral vai acontecer.
Nós sabemos que hoje em dia existem muitas pessoas tristes e depressivas. Muitas destas pessoas estão vagando em uma névoa de ilusões. Essa névoa de ilusões foi criada para que elas se percam nos labirintos da vida.
Não sei em que ponto da trajetória de nossa vida nos convenceram que errar é um fator tão ruim que devemos nos defender, culpando outras pessoas ou costurando argumentos para justificar o erro cometido de maneira tal que tudo ao nosso redor tem culpa, menos nós, afinal, temos que passar a impressão de que somos os mocinhos e não os bandidos.
Que cultura frágil esta nossa, que elege mocinhos ou bandidos como nos filmes de hollywood: quem é bom, é 100% bom e quem é mau é 100% mau. Só que a vida não é assim, a vida é feita de contrastes. Por mais que tentemos ser bons, essa bondade vai estar contaminada com algum interesse. E quem faz alguma coisa visando benefício próprio, mesmo assim, algo de bom pode ser extraído daquela ação.
“ A extinção da culpa marca o início do progresso moral”
Isso quer dizer, que se você quer evoluir a cada dia, deve assumir os seus B.Os e não transferir sua responsabilidade para outras pessoas, coisas ou circunstâncias.