Orgia: Eles não têm culpa, a culpa é das esposas

27 de janeiro de 2024

Por: Kátia Armini/Contrastes

O presidente francês, Emmanuel Macron: Foto: EFE/EPA/GIAN EHRENZELLER

Tive acesso a uma reportagem detalhando que o Fórum de Davos, nada mais é que um prostíbulo “a céu aberto”. Esperamos que não, mas se o colunista do jornal gazetadopovo, John Lucas e suas fontes, entre elas o jornal britânico The Times,  forem dignas de credibilidade, a situação é de dar ânsia de vômito. Não questiono aqui a prostituição que é uma prerrogativa pessoal. O que questiono é a promiscuidade com o dinheiro do contribuinte, extraído, em sua maioria de pessoas carentes cuja a renda mensal não consegue suprir suas necessidades mais básicas de sobrevivência. Questiono também a intensidade com que os temas serão abordados e, se em meio a tanta orgia, haverá real interesse para discutir coisa séria.

Qual a sinceridade destes chefes de estado?

Para quem não sabe, o  Fórum Econômico Mundial de Davos, oficialmente, acontece visando reunir as mentes mais influentes do mundo para discutir desafios globais. No entanto o fórum parece encontrar-se em uma encruzilhada entre sua missão declarada e as práticas que se desdobram nos bastidores. As revelações sobre a procura crescente por serviços de acompanhantes durante o evento lançam luz sobre uma dualidade desconfortável.

John Lucas cita como fontes o portal de notícias suíço 20 minuten, o site independente canadense True North, e citou uma investigação feita pelo renomado  jornal britânico The Times e o também britânico Daily Mail.

O mais deprimente é que a ausência de esposas é mencionada como justificativa para a demanda de serviços de prostituição.

Crueldade:

A promiscuidade durante um evento sério, voltado para reflexões que impactariam o mundo todo, coloca em xeque a seriedade do Fórum e questiona se as atividades paralelas não estariam ofuscando a busca por soluções reais.

A história da gerente de um serviço de acompanhantes em Argóvia, a 170 quilômetros de Davos, ressalta a dimensão geográfica dessa procura. A prática de alguns clientes reservarem serviços para si e seus funcionários, muitas vezes em festas realizadas em suítes de hotéis caros, destaca uma certa desvirtuação do propósito original do evento.

O depoimento de Mia May, uma acompanhante presente em Davos, sugere uma transação comercial onde a privacidade é mais valorizada que o custo dos serviços. O fato de as reservas durarem entre 4 e 12 horas e custarem milhares de francos suíços levanta questionamentos sobre os verdadeiros interesses por trás desses encontros.

A segurança garantida e protocolos específicos em caso de emergência, como mencionado por May, apontam para a existência de uma infraestrutura paralela que opera nas sombras do evento, distanciando-se das preocupações éticas e legais.

A revelação de que influentes e poderosos em seus países estão entre os clientes não apenas enfatiza a influência desmedida desses participantes, mas também levanta questões sobre a integridade do FEM. A denúncia de uma acompanhante, forçada a ter relações sexuais em um hotel exclusivo para convidados do evento, revela uma realidade perturbadora que contradiz os discursos de confiança e integridade proclamados no Fórum.

Contrastes:

Em última análise, a dualidade entre os debates globais e as atividades paralelas de prostituição em Davos desafia a integridade e a seriedade do Fórum Econômico Mundial. A questão permanece: estariam essas práticas prejudicando a busca por soluções eficazes ou, de alguma forma, revelam a verdadeira natureza do evento?

Compartilhar:

Uma resposta para “Orgia: Eles não têm culpa, a culpa é das esposas”

  1. Kátia Armini disse:

    Deixe sua opinião:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *