Por: Kátia Armini/Contrastes

O presidente francês, Emmanuel Macron: Foto: EFE/EPA/GIAN EHRENZELLER
Tive acesso a uma reportagem detalhando que o Fórum de Davos, nada mais é que um prostíbulo “a céu aberto”. Esperamos que não, mas se o colunista do jornal gazetadopovo, John Lucas e suas fontes, entre elas o jornal britânico The Times, forem dignas de credibilidade, a situação é de dar ânsia de vômito. Não questiono aqui a prostituição que é uma prerrogativa pessoal. O que questiono é a promiscuidade com o dinheiro do contribuinte, extraído, em sua maioria de pessoas carentes cuja a renda mensal não consegue suprir suas necessidades mais básicas de sobrevivência. Questiono também a intensidade com que os temas serão abordados e, se em meio a tanta orgia, haverá real interesse para discutir coisa séria.
Qual a sinceridade destes chefes de estado?
Para quem não sabe, o Fórum Econômico Mundial de Davos, oficialmente, acontece visando reunir as mentes mais influentes do mundo para discutir desafios globais. No entanto o fórum parece encontrar-se em uma encruzilhada entre sua missão declarada e as práticas que se desdobram nos bastidores. As revelações sobre a procura crescente por serviços de acompanhantes durante o evento lançam luz sobre uma dualidade desconfortável.
John Lucas cita como fontes o portal de notícias suíço 20 minuten, o site independente canadense True North, e citou uma investigação feita pelo renomado jornal britânico The Times e o também britânico Daily Mail.
O mais deprimente é que a ausência de esposas é mencionada como justificativa para a demanda de serviços de prostituição.
Crueldade:
A promiscuidade durante um evento sério, voltado para reflexões que impactariam o mundo todo, coloca em xeque a seriedade do Fórum e questiona se as atividades paralelas não estariam ofuscando a busca por soluções reais.
A história da gerente de um serviço de acompanhantes em Argóvia, a 170 quilômetros de Davos, ressalta a dimensão geográfica dessa procura. A prática de alguns clientes reservarem serviços para si e seus funcionários, muitas vezes em festas realizadas em suítes de hotéis caros, destaca uma certa desvirtuação do propósito original do evento.
O depoimento de Mia May, uma acompanhante presente em Davos, sugere uma transação comercial onde a privacidade é mais valorizada que o custo dos serviços. O fato de as reservas durarem entre 4 e 12 horas e custarem milhares de francos suíços levanta questionamentos sobre os verdadeiros interesses por trás desses encontros.
A segurança garantida e protocolos específicos em caso de emergência, como mencionado por May, apontam para a existência de uma infraestrutura paralela que opera nas sombras do evento, distanciando-se das preocupações éticas e legais.
A revelação de que influentes e poderosos em seus países estão entre os clientes não apenas enfatiza a influência desmedida desses participantes, mas também levanta questões sobre a integridade do FEM. A denúncia de uma acompanhante, forçada a ter relações sexuais em um hotel exclusivo para convidados do evento, revela uma realidade perturbadora que contradiz os discursos de confiança e integridade proclamados no Fórum.
Contrastes:
Em última análise, a dualidade entre os debates globais e as atividades paralelas de prostituição em Davos desafia a integridade e a seriedade do Fórum Econômico Mundial. A questão permanece: estariam essas práticas prejudicando a busca por soluções eficazes ou, de alguma forma, revelam a verdadeira natureza do evento?
Deixe sua opinião: