Por: Kátia Armini/Contrastes

Acompanho o trabalho de França desde quando ele era tenente e eu repórter de TV. Na época percebi que é diligente no exercício do dever e corajoso. Lembro de um dia em que ele foi acionado e estava de folga: se infiltrou no tiroteio, de short, camiseta e colete à prova de bala. Eu e Cláudio França, (Ups, dois França – o outro é cinegrafista) meu fiel escudeiro (Ou será que eu sou a escudeira dele, não sei), estávamos lá para cobrir o fato. Lá estava França o então tenente, sempre com cara de brabo em um cenário de faroeste, circulando entre os zum, zum , zum das balas de ambos os lados!
Pensei: “Esse cara leva o exercício da profissão a sério”
DEPOIS DE MAIS DE DUAS DÉCADAS…
Recentemente vi um corte da entrevista dele com Edvaldo Alves, ostentando a pré-candidatura a prefeito de Teixeira de Freitas. Novamente refleti e cheguei a conclusão, “Tiro no pé”. Uma coisa é o que você fala, outra é o que a imprensa entende.
Ao contrário do que a direita, direita pensa (existe aquela direita que é mais não é), uma coisa é o que você fala outra é o que interessa falar e como se deve falar para converter os corações. A entrevista foi excelente para meia dúzia de formadores de opinião e até foi legal para boa parte do povo, mas…ela vai ser esvaziada pelo posicionamento da imprensa que interpretou, nas entrelinhas, que não será, devidamente, contemplada.
A direita tem este problema, não entendeu que antes de ganhar a guerra é preciso vencer a batalha cultural, e esta, não se vence sem os sofistas. Eles foram utilizados desde muito antes de Cristo e continuam usando o efeito manada, hoje em dia desencadeado através da mídia, como estratégia de conversão em massa.
Não dá pra derrotar narrativas sem narrativa!
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