
Na manhã desta terça-feira, 30 de abril, a tranquilidade do Hospital Municipal de Teixeira de Freitas (HMTF) foi abruptamente interrompida por um incidente chocante. Por volta das 07h20, Diego Lima, ex-motorista da unidade, irrompeu nas dependências do hospital portando uma arma branca, desferindo ataques contra duas funcionárias.
O ataque resultou em ferimentos graves, com uma das funcionárias, identificada como Eliane Rodrigues de Oliveira, de 35 anos, sofrendo lesões na mão e no rosto. A rápida resposta dos seguranças do hospital permitiu conter o agressor e evitar danos maiores, enquanto a vítima foi prontamente encaminhada ao bloco cirúrgico para receber os cuidados necessários.
Diego Lima, de 40 anos, foi detido pelos seguranças e entregue à Polícia Militar (87ª CIPM). Posteriormente, ele foi apresentado na Delegacia Territorial da Polícia Civil de Teixeira de Freitas, onde o delegado plantonista Charlton Bortolini o autuou por tentativa de homicídio, conforme estabelece o Artigo 121 do Código Penal Brasileiro. Devido aos problemas psicológicos previamente identificados em Diego e ao acompanhamento médico que recebeu, ele foi transferido para o Conjunto Penal de Teixeira de Freitas.
Após passar por uma cirurgia, Eliane Rodrigues de Oliveira encontra-se em estado estável, apesar das lesões graves que sofreu, incluindo uma facada na boca e a perda de um dedo. Até o momento, nem o Diretor-Geral do HMTF nem a Secretária Municipal de Saúde emitiram declarações sobre o incidente, deixando a comunidade em busca de respostas e medidas preventivas.

Em uma entrevista, o advogado Henrique Marques, representante de Diego Lima, levantou questões sobre a condição mental de seu cliente. “Meu cliente, diagnosticado com esquizofrenia, não estava em acompanhamento regular do seu tratamento. Estamos buscando substituir a prisão por uma medida psiquiátrica adequada à sua condição mental,” afirmou Marques. Ele enfatizou a necessidade de tratamento psiquiátrico em vez de encarceramento, dada a condição de saúde de Diego Lima.
Este incidente levanta preocupações sobre a segurança no ambiente hospitalar e a necessidade de uma abordagem mais abrangente para lidar com questões de saúde mental na comunidade. Enquanto as investigações continuam, a cidade de Teixeira de Freitas aguarda respostas e a implementação de medidas preventivas para evitar incidentes semelhantes no futuro.
Reportagem: Lenio Cidreira/Liberdadenews
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