No município de Potiraguá, uma nova obra de pavimentação tem levantado questionamentos não apenas sobre sua necessidade, mas também sobre as intenções por trás de sua execução. A avenida Otacílio Cheles, recentemente pavimentada pela administração do prefeito Jorge Cheles, leva o nome de seu pai, o que por si só já acende discussões .
A obra, que custou aos cofres públicos a vultuosa quantia de mais de dois milhões de reais, situa-se em uma região de Nova Potiraguá que conta com pouquíssimas residências. Este fato por si só já levanta dúvidas sobre a priorização de tal projeto e se existe interesses de terceiros no investimento, uma vez que a quantidade de beneficiados é questionavelmente baixa para um gasto tão alto.
O cenário torna-se ainda mais complicado ao considerar que a avenida em questão não possui infraestrutura básica de saneamento básico ou rede de água. Isso significa que, em um futuro próximo, novas obras terão que ser realizadas para a implementação desses serviços essenciais, possivelmente danificando ou até mesmo destruindo a nova pavimentação. Este ciclo de obras mal planejadas e potencialmente redundantes não apenas sugere uma falta de coordenação e planejamento, mas também levanta preocupações sobre o uso eficiente dos recursos públicos.
Além disso, o contexto atual da administração, marcado por suspeitas de superfaturamento e qualidade questionável de obras, só amplifica a percepção de que este projeto pode ser mais um caso de desperdício de dinheiro público. Em um momento em que a transparência e a responsabilidade deveriam ser primordiais, ações como esta geram desconfiança e desapontamento entre os cidadãos.
Por fim, é imperativo que a Prefeitura de Potiraguá preste contas não apenas sobre os custos e a execução dessa obra específica, mas também sobre o planejamento geral de infraestrutura na cidade. Os moradores de Potiraguá merecem uma gestão que priorize as necessidades reais da população e que administre os recursos com sabedoria e visão de futuro, garantindo desenvolvimento sustentável e bem-estar para toda a comunidade.
Por: Kátia Armini


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