Pavimentação em Potiraguá: Necessidade ou desperdício de dinheiro público?

15 de maio de 2024

No município de Potiraguá, uma nova obra de pavimentação tem levantado questionamentos não apenas sobre sua necessidade, mas também sobre as intenções por trás de sua execução. A avenida Otacílio Cheles, recentemente pavimentada pela administração do prefeito Jorge Cheles, leva o nome de seu pai, o que por si só já acende discussões .

A obra, que custou aos cofres públicos a vultuosa quantia de mais de dois milhões de reais, situa-se em uma região de Nova Potiraguá que conta com pouquíssimas residências. Este fato por si só já levanta dúvidas sobre a priorização de tal projeto e se existe interesses de terceiros no investimento,  uma vez que a quantidade de beneficiados é questionavelmente baixa para um gasto tão alto.

O cenário torna-se ainda mais complicado ao considerar que a avenida em questão não possui infraestrutura básica de saneamento básico ou rede de água. Isso significa que, em um futuro próximo, novas obras terão que ser realizadas para a implementação desses serviços essenciais, possivelmente danificando ou até mesmo destruindo a nova pavimentação. Este ciclo de obras mal planejadas e potencialmente redundantes não apenas sugere uma falta de coordenação e planejamento, mas também levanta preocupações sobre o uso eficiente dos recursos públicos.

Além disso, o contexto atual da administração, marcado por suspeitas de superfaturamento e qualidade questionável de obras, só amplifica a percepção de que este projeto pode ser mais um caso de desperdício de dinheiro público. Em um momento em que a transparência e a responsabilidade deveriam ser primordiais, ações como esta geram desconfiança e desapontamento entre os cidadãos.

Por fim, é imperativo que a Prefeitura de Potiraguá preste contas não apenas sobre os custos e a execução dessa obra específica, mas também sobre o planejamento geral de infraestrutura na cidade. Os moradores de Potiraguá merecem uma gestão que priorize as necessidades reais da população e que administre os recursos com sabedoria e visão de futuro, garantindo desenvolvimento sustentável e bem-estar para toda a comunidade.

Por: Kátia Armini

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