Contrastes

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Kátia Armini

Contrastes

A missão da locutora e apresentadora, Kátia Armini é de emitir notas curtas e interpretar fatos recentes mantendo nosso leitor bem informado.

09 de setembro de 2023
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Por: Kátia Armini/Contrastes

A extinção da culpa marca o início do progresso moral” (Epiteto)

Não fabrique culpados.

A culpa é nossa se estamos sendo enganados, falta-nos prudência e discernimento, ou seja,  estamos sendo manipulados porque a lei do menor esforço está fazendo com que engulamos o que está sendo nos oferecido. Nada pode substituir nossa prudência ao consumir uma informação ou colocar em prática um projeto pois a informação precisa passar por nosso discernimento e o projeto tem que ter, analizadas, as suas variáveis.

Quando você para de culpar os outros e assume sua responsabilidade de discernir o que está acontecendo ao seu redor, somente aí é que seu progresso moral vai acontecer.

Nós sabemos que hoje em dia existem muitas pessoas tristes e depressivas. Muitas destas pessoas estão vagando em uma névoa de ilusões. Essa névoa de ilusões foi criada para que elas se percam nos labirintos da vida.

Não sei em que ponto da trajetória de nossa vida nos convenceram que errar é um fator tão ruim que devemos nos defender, culpando outras pessoas ou costurando argumentos para justificar o erro cometido de maneira tal que tudo ao nosso redor tem culpa, menos nós, afinal, temos que passar a impressão de que somos os mocinhos e não os bandidos.

Que cultura frágil esta nossa, que elege mocinhos ou bandidos como nos filmes de hollywood: quem é bom, é 100% bom e quem é mau é 100% mau. Só que a vida não é assim, a vida é feita de contrastes. Por mais que tentemos ser bons, essa bondade vai estar contaminada com algum interesse. E quem faz alguma coisa visando benefício próprio, mesmo assim, algo de bom pode ser extraído daquela ação.

A extinção da culpa marca o início do progresso moral”

Isso quer dizer, que se você quer evoluir a cada dia, deve assumir os seus B.Os e não transferir sua responsabilidade para outras pessoas, coisas ou circunstâncias.

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06 de setembro de 2023
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Por: Kátia Armini/Contrastes

Acompanho com parcimônia algumas conversas sobre política nos grupos de whatsApp de Teixeira.

Evito bastante porque são conversas desgastantes. Claro, a política é, sem dúvida, um campo repleto de paixões e convicções nem sempre profundas. É um terreno em que as ideologias se chocam e os interesses pessoais falam mais alto que a ética. Falo de um universo onde  as promessas são feitas e quebras de confiança podem ocorrer com frequência.

Trata-se de um cenário propício ao partidarismo cego, àquele que ignora  as nuances da realidade política, ou seja,  trata-se de um cenário propício ao puxa-saquismo.

No entanto, é fundamental questionar: é certo puxar para um lado ou para o outro sem levar em consideração os fatos? A resposta a essa pergunta vai depender do quanto, quem recebe para ser bate-estaca, necessita deste dinheiro para sobreviver. Estou falando de uma escravidão autoimposta. É o instinto de sobrevivência falando mais alto.

A experiência política contemporânea frequentemente nos leva a um ponto em que a “lealdade” partidária parece sobrepor-se à análise crítica. Muitos se sentem pressionados a escolher um lado e a defender suas figuras políticas com fervor, mesmo quando os fatos indicam o contrário.

Uma das maiores armadilhas do partidarismo cego é a expectativa de que devemos endeusar alguém a ponto de nossa consciência ficar cauterizada. A realidade é que ninguém é 100% anjo ou demônio na política. Todos os políticos têm pontos fortes e limitações, assim como qualquer ser humano. Ao ignorar essas nuances e aceitar cegamente tudo o que um político ou partido diz, perdemos a oportunidade de responsabilizá-los por suas falhas e de reconhecer seus acertos.

Mas o ponto não é esse. Quando se mora em uma cidade pequena estes pequenos  – orixás – como diria um amigo meu (Abraão)- costumam ser irados, e qualquer sombra de questionamento pode gerar perseguição.

Em resumo, essa tendência de endeusamento é ainda mais pronunciada no cenário político caseiro, onde a autoridade te conhece e espera de você, reverência. Neste contexto, qualquer palavra ou frase que traga luz a alguma deficiência, mesmo que não seja direcionada, pode ser mal interpretada e gerar consequências.

No entanto, é fundamental lembrar que a crítica construtiva é essencial para a saúde de uma democracia. Em uma democracia saudável, os cidadãos têm o dever de questionar, analisar e exigir responsabilidade dos representantes eleitos, independentemente de sua filiação partidária.

A solução para escapar do partidarismo cego é cultivar uma visão crítica da política. Isso envolve buscar informações imparciais, ouvir diferentes perspectivas e estar disposto a admitir quando seu próprio partido ou político favorito está errado.

Só que não!

Abraçar a visão crítica pode ser muito perigoso.

Como ilustração, informo a você leitor, que as matérias que me trouxeram mais problemas foram àquelas escritas de forma profissional e técnica sem adjetivos e fieis aos fatos relatados.

Questionar líderes, não é rentável.

Pobre de mim que sou uma rebelde!

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29 de agosto de 2023
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Dor, muita dor.

Dor pelo caso trágico e perturbador que  trouxe consequências devastadoras.

O atropelamento de três pessoas, que culminou com a morte da mãe de família, é uma tragédia que afeta não apenas as vítimas diretamente envolvidas, mas também a comunidade em geral. Agiu certo a polícia em considerar a detenção como um caso de homicídio doloso, pois a combinação dos fatores demonstra clara negligência e irresponsabilidade por parte do motorista.

O jovem, ao dirigir embriagado, em alta velocidade e sem habilitação, mostrou total falta de respeito pela segurança de si mesmo e dos outros.

Independentemente dos limites precisos estabelecidos pela lei, a combinação de álcool, alta velocidade e falta de habilitação já apresentam um risco significativo.

A tolerância zero em relação ao consumo de álcool e direção é uma política sensata.

Que geração é esta, sem nenhum respeito pela vida? Cadê as campanhas contínuas de educação para o trânsito? Cadê os valores? Cadê os limites?

Quantos prejuízos mais teremos que contabilizar?

Quanto teremos que sofrer até entendermos que algo de muito ruim está influenciando esta geração?

Esse acontecimento é mais uma triste lembrança das vidas perdidas devido à falta de fiscalização e aplicação da lei promovendo o ambiente propício para multiplicação de escolhas irresponsáveis e sem nenhum respeito pela vida.

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25 de agosto de 2023
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Com relação política em Teixeira…


“Me diga com quem você anda que te direi quem você é”.
Essa frase perdeu valor.
Na verdade, o que é possível observar na superficialidade é que a maioria dos grupos políticos quer ganhar o apoio do governador Jerônimo Rodrigues. Estes, em questão, buscando unir forças com a máquina do Estado para poder alcançar a musculatura necessária para o imprevisível próximo pleito. Em decorrência desta rivalidade presenciamos uma briga por ocasião da visita do governador a Teixeira de Freitas. Uma briga boba, desnecessária do ponto de vista humano mas que tem virado lugar comúm. Não é “modus operantes” de nenhum grupo político em particular, afinal, estão todos mostrando indícios de uma certa bestialidade ao alugarem a consciência de alguns.
Os valores mudaram, o povo mudou. Antigamente havia um cuidado ao se aliar a um candidato cuja a linha ideológica não convergia. Temia-se a contrapartida do povo. O povo funcionava como balizador destas relações e rejeitava associações “promíscuas”, mas, tudo isso é passado.

A coisa foi acontecendo gradativamente  mas, pudemos presenciar esta mudança na ousada aliança entre Lula e Alkimin. Ou seja, as últimas eleições mostraram que o povo não se importa mais se o histórico do candidato A não favorece a composição com o candidato B.

Ora, se não importa para o povo… quem mais se importará?

A única coisa que segurava às rédeas do descontrole moral era a opinião pública.
No entanto, os acontecimentos recentes mostrou que ficou fácil, muito mais fácil para os manipuladores de sombras!

Não ha como criticar quem se rendeu a parcerias estranhas, afinal, se o povo mudou as regras do jogo, resistir é o mesmo que pedir pra sair.

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23 de agosto de 2023
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Nem o samba de uma nota só tem apenas uma nota. A noite é apreciada porque o dia aconteceu, o sol é sempre mais querido depois de dias de chuva… O mundo é cosmo e não caos.

Eu e meu chefe, Uldurico Pinto discordamos em aproximadamente 90% dos casos, e mesmo assim trabalho para ele. Eu sei que às vezes ele gostaria que eu fosse diferente, mesmo assim ele me atura. Eu sei que um ou outro, de vez enquanto, o coloca na parede contra mim, mas também sei, muito bem, que a resposta dele é: “Não mexe com ela não”. Alguém já me contou o conteúdo de uma reunião, rindo.

Ele acabou de sair de uma intervenção cirúrgica e se encontra bem, confirmando a minha teoria de que vai enterrar todos nós.

É isso aí, ele está bem!

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23 de agosto de 2023
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Por: Kátia Armini/Contrastes

A masculinidade que me atrai é a que salva vidas.

Estou no ramo de jornalismo há muito tempo e sempre me surpreendi com a capacidade do homem de se doar para a família. Eu sei, não são todos. Quando o homem foge da sua vocação, os estragos são grandes, mas quando ele abraça sua missão, os benefícios são enormes para a sociedade. Me dói profundamente saber que estamos perdendo este tesouro.

Mas, esta semana nos deparamos com um remanescente. Luann Pablo Lembrance Vieira de apenas 29 anos, morreu, mas antes de fundar no rio Jucuruçu, salvou a mulher e o filho.

Vai com Deus, guerreiro!

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